Nunca se investiu tanto em infraestrutura no Brasil. Mas, por trás dos bilhões em capex, existe uma outra urgência: encontrar os líderes certos para transformar projeto em resultado. Em 2025, dois cargos se destacam na linha de frente dessa virada industrial — Diretoria de Projetos de Engenharia e Diretoria de Supply Chain. Mais do que tocar obras ou ajustar fluxos, esses profissionais estão sendo chamados a reconstruir a base da produtividade.
Capítulo 01 1. Infraestrutura não é mais só capex. É estratégia.
A Diretoria de Projetos de Engenharia figura entre as posições mais demandadas de 2025, segundo o Report de Remuneração Executiva do Evermonte Insitute. O motivo está na retomada agressiva de investimentos industriais. Só o setor de celulose e papel, por exemplo, prevê aportes de R$105 bilhões nos próximos anos. Já o segmento de etanol e biodiesel superou o marco histórico de 77 bilhões de litros produzidos nas últimas duas décadas.
Esse contexto transforma o papel da engenharia. Já não se trata apenas de erguer estruturas: a liderança da área precisa saber navegar por ambientes regulatórios exigentes, liderar obras complexas com eficiência e velocidade, negociar com órgãos públicos para destravar licenças e incentivos, e integrar tecnologias que tragam previsibilidade, segurança e inovação aos projetos.
Capítulo 02 2. Supply Chain na mesa de decisão
Ao mesmo tempo, a Diretoria de Supply Chain ganha protagonismo em setores como bens de consumo, agronegócio e varejo. A busca por previsibilidade, redução de custos e maior controle da malha logística fez com que essa função saísse do plano operacional e entrasse na sala de decisões.
A complexidade do cargo aumentou. O planejamento de demanda e o ciclo de S&OP precisam estar mais alinhados do que nunca. Ferramentas como TMS e WMS passaram de “projetos de inovação” para necessidades básicas. E a gestão de fornecedores exige inteligência tática para proteger a operação das flutuações da Selic, do câmbio e dos entraves fiscais. Em 2025, entregar o produto certo, na hora certa, é só o começo. O verdadeiro desafio é manter a elasticidade da operação mesmo com todas as variáveis contra.
Capítulo 03 3. O novo líder industrial
Segundo o levantamento da Evermonte, mesmo com um cenário econômico apertado — com Selic projetada em 15% e inflação acima de 5,6% — 34,7% das empresas ainda planejam expandir suas contratações no próximo ano. Mas o perfil buscado é diferente.
Não basta mais dominar o escopo técnico. As empresas querem líderes que entendam o que acontece no chão de fábrica, mas que também saibam conectar essas engrenagens à lógica de negócio. Que consigam falar com o operador e com o CEO, com clareza e confiança. Que tenham a execução no DNA, mas pensem como quem constrói valor para o longo prazo.
A indústria não precisa de mais engrenagens. Precisa de líderes certos nos lugares certos.
Se 2025 vai ser um ano de avanço, isso começa agora — com as contratações que sua empresa decide priorizar.
Acesso antecipado
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