Um planejamento sucessório bem estruturado permite que as lideranças estejam preparadas para lidar com transições inevitáveis, mantendo o foco nos objetivos estratégicos e garantindo a continuidade dos negócios. No entanto, muitas empresas ainda negligenciam o tema.
Dados da pesquisa de Planejamento Sucessório do Evermonte Institute mostram que quase metade das empresas brasileiras não possuem um plano formal de sucessão de liderança. Mesmo entre aquelas que possuem, poucas implementam o plano de forma consistente e estratégica. Isso evidencia um grande desalinhamento entre teoria e prática, mostrando que a sucessão ainda não é tratada como uma prioridade.
Capítulo 01 Quais são os estágios de maturidade do planejamento sucessório?
As empresas podem ser classificadas em cinco estágios de maturidade no planejamento sucessório. No estágio inexistente, as transições ocorrem de forma improvisada, aumentando os riscos. No estágio inicial, os esforços ainda são pontuais e reativos. Empresas no estágio emergente introduzem processos mais claros, como a identificação de talentos internos, mas ainda enfrentam falhas, como comunicação restrita ou falta de desenvolvimento dos sucessores. No estágio maduro, há um plano estruturado e revisado regularmente, mas ainda há espaço para melhorias, especialmente em diversidade e transparência. O estágio ideal integra o planejamento à estratégia do negócio, com programas de desenvolvimento robustos, comunicação clara e inclusão como um de seus pilares.

Capítulo 02 O que dizem os dados?
A pesquisa do Evermonte Institute aponta falhas significativas no planejamento sucessório das empresas. Cerca de 23,8% das empresas nunca revisam seus planos, enquanto apenas 39,2% fazem revisões anuais. Além disso, 49,2% não possuem um plano formal, e apenas 6,9% implementam seus planos de forma consistente e com programas de desenvolvimento.
A comunicação é um ponto fraco: 38,5% não compartilham o plano nem com a alta administração, enquanto apenas 2,3% divulgam essas informações abertamente. No aspecto de diversidade e inclusão, apenas 13,1% incorporam esses elementos de forma estruturada. Os dados mostram que muitas empresas estão nos estágios iniciais de maturidade, com gargalos como falta de comunicação e baixo foco em diversidade. Além disso, a ausência de revisões regulares compromete a eficácia do planejamento.
Capítulo 03 Comparando portes: O que explica a diferença?
O porte da empresa também influencia esse processo. Empresas menores, com receitas de até R$ 500 milhões, têm processos menos formalizados, e o planejamento tende a ser mais subjetivo, com foco na continuidade imediata. Já empresas de médio porte, entre R$ 500 milhões e R$ 2 bilhões, começam a estruturar seus processos, muitas vezes com apoio de consultorias. Contudo, comunicação e diversidade ainda são pontos críticos.
Por outro lado, empresas grandes, com receitas acima de R$ 2 bilhões, possuem estruturas mais robustas, com maior integração entre planejamento sucessório e estratégia organizacional. Nesses casos, são mais comuns investimentos em liderança, revisões frequentes e maior atenção à diversidade e inclusão, embora esses avanços ainda não sejam universais.

Transições mal planejadas comprometem a continuidade do negócio, desmotivam talentos e prejudicam a reputação da empresa. Para evitar esses problemas, é necessário desenvolver um plano de sucessão claro, estruturado e inclusivo. Essa prática não só protege a organização de riscos, como também contribui para o crescimento em um mercado cada vez mais competitivo.
Acesso antecipado
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