O papel do CMO mudou muito nos últimos anos. As demandas estão cada vez mais complexas, e as expectativas nunca foram tão altas. As empresas precisam lidar com uma enxurrada de tecnologias, clientes mais exigentes e, claro, orçamentos apertados. E aí surge a pergunta: que tipo de CMO as empresas realmente precisam em 2025?
A pesquisa “What’s Important to the CMO in 2025”, da PWC, aponta três grandes tendências que estão no radar: experiência do cliente, privacidade de dados e inteligência artificial. Particularmente, concordo com esses pontos, mas ainda percebo que muitas empresas ainda estão tentando entender como se posicionar frente a essas mudanças. Mas o que isso significa, na prática, para o dia a dia dos CMOs?
Capítulo 01 A experiência do cliente nunca foi tão relevante
Você já parou para pensar em como a experiência do cliente virou o centro de tudo? Hoje, as pessoas têm opções de sobra e tempo de menos. Se não entregamos uma jornada personalizada e relevante, elas simplesmente vão para o concorrente. A hiperpersonalização é fundamental, e a IA tem ajudado muito nisso. Mas é importante lembrar: não é só sobre tecnologia, é sobre entender de verdade o que seu cliente precisa (e, claro, como você pode suprir essas necessidades de forma otimizada e estratégica).
Muitas empresas ainda estão engatinhando nesse sentido. Se olharmos friamente para o mercado, o que mais vemos são processos desestruturados e companhias que olham mais para fora do que para dentro. Por exemplo, em uma posição recente que conduzi, a empresa estava mais focada em desenvolver inteligência de mercado antes de pensar em automação avançada. O momento da companhia não permitia que a IA – por mais que seja uma tendência global – fosse amplamente utilizada. Há outros fatores que precisam ser atendidos antes da automação. Ou seja, cada organização tem seu ritmo, e o CMO precisa ter essa sensibilidade.
Capítulo 02 Privacidade de dados: um desafio que não pode ser ignorado
A privacidade de dados está no centro das discussões, e não é à toa. A pesquisa da PwC mostra que 85% dos CMOs estão priorizando a transparência e a conformidade com as regulações. E aqui entra um ponto importante: construir relações de confiança. Não adianta termos os melhores dados se não soubermos usá-los de forma responsável.
Eu costumo dizer que privacidade de dados é muito mais do que uma obrigação legal, é uma estratégia de marketing. Uma empresa que respeita seus clientes e é transparente com eles ganha pontos valiosos na construção de marca. Claro que esse é o mínimo que se espera de uma empresa séria, mas conduzir a comunicação sobre privacidade de dados vai muito além de ter uma sessão LGPD no site institucional.
Capítulo 03 Inteligência Artificial: aliada ou desafio?
IA é um tema quente, mas a grande questão é: como aplicá-la de forma eficiente? Vejo que muitas empresas ainda têm dificuldades em entender seu real potencial. Algumas estão usando IA para tarefas simples, como automação de e-mails e criação de conteúdo, enquanto outras já dão passos mais ousados com análises preditivas.
Mas o que realmente importa aqui é o seguinte: a empresa está pronta para isso? Nem toda organização tem a maturidade necessária para mergulhar de cabeça na IA, e tudo bem. O segredo está em evoluir no próprio ritmo, mantendo o foco no que realmente agrega valor para cada realidade.
Assim, o CMO de 2025 precisa ser muito mais do que um especialista em marketing. Ele deve ser um facilitador dentro da empresa, conectando áreas e criando pontes entre tecnologia, negócios e experiência do cliente. O sucesso vem da capacidade de entender o momento da companhia e traduzir isso em estratégias efetivas. Tenho conversado com muitos executivos que compartilham essa visão. Eles sabem que não basta seguir tendências, é preciso adaptá-las à realidade do seu negócio.
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