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O novo eixo da logística brasileira não está onde você pensa

16 de Junho, 2025 | Artigo

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Nos primeiros quatro meses de 2025, o Porto do Pecém bateu recorde de movimentação. Foram 220 mil contêineres — 37% a mais que no mesmo período de 2024 — e 6,67 milhões de toneladas de carga. Em maio, mais um marco: 387 mil toneladas de placas de aço embarcadas em um único mês. O maior volume da história do terminal.

Mas o que importa aqui não é só o crescimento. É o que ele representa.


Capítulo 01 Do Ceará para a China — sem escalas

A nova rota marítima entre Ceará e China é o exemplo mais claro disso. O trajeto, que antes levava 60 dias com escalas, agora é feito em 30. É menos tempo no mar, menos custo na cadeia, menos gargalo no planejamento. Isso muda o jogo para exportadores de frutas, placas de aço, minérios — e, principalmente, para quem depende de agilidade na importação de insumos industriais e componentes.

Já não se trata mais de saber se o Pecém pode crescer. Ele já está puxando uma nova lógica logística no Brasil.

Capítulo 02 Não é só sobre infraestrutura

Entre janeiro e abril, o porto movimentou 220 mil TEUs — 37% a mais que no mesmo período de 2024. Em volume total, foram 6,67 milhões de toneladas. E em maio, bateu recorde histórico de exportação de placas de aço: 387 mil toneladas em um único mês.

Esse resultado só é possível porque a infraestrutura começou a acompanhar a ambição. Tem novo parque de tancagem em obra. Expansão portuária financiada por organismos internacionais. E a Transnordestina em fase final, pronta pra conectar o interior do MATOPIBA direto ao litoral.

Isso não é infraestrutura. Isso é posicionamento.

Capítulo 03 O porto entrou na era limpa — de verdade

O porto opera com energia 100% renovável desde 2024. Os equipamentos já são 70% eletrificados. A próxima fase é fornecer energia limpa até para os navios atracados — e isso já está em implantação.

O hub de hidrogênio verde, com US$ 8 bilhões já contratados e potencial de US$ 24 bi até 2030, reposiciona o Pecém como protagonista da nova matriz energética global. Com rota direta para a Europa e plantas industriais já em instalação, o complexo vai exportar energia limpa em escala — e gerar milhares de empregos qualificados no processo.

Não é futuro distante. É projeto em obra.

Capítulo 04 O impacto não está só no porto

São 80 mil empregos diretos e indiretos ligados ao complexo. E esse número deve dobrar com os novos empreendimentos já contratados. A temporada de exportação de frutas de 2025, por exemplo, começou com o navio MSC Celeste levando 2.500 toneladas de melão, manga, melancia e uva direto do Ceará para o exterior — com lead time reduzido e rota otimizada.

Para empresas que lidam com supply chain, indústria, infraestrutura e ESG, o que está acontecendo no Pecém é um caso claro de vantagem competitiva se materializando.


O Brasil está abrindo novos caminhos logísticos, industriais e energéticos. O Pecém é um dos poucos lugares onde esses três vetores se encontram.

Quem entender isso agora, vai sair na frente — seja pra contratar, expandir, ou reposicionar sua operação no jogo global.

O futuro da competitividade brasileira já começou. E, hoje, ele atraca no Ceará.

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