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Por que a remuneração pode não ser o maior atrativo para um CFO?

14 de Maio, 2026 | Notícia

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Eu acho que muitas empresas ainda superestimam o peso do pacote financeiro e subestimam o que realmente pesa para um CFO experiente na hora de decidir um movimento.

Quando eu converso com CEOs, conselhos e acionistas sobre atração e retenção de CFOs, quase sempre a remuneração aparece logo no início da conversa. O mercado fala bastante sobre pacote, mas ainda fala menos do que deveria sobre o que sustenta a permanência de um executivo no longo prazo.

Capítulo 01 E faz sentido. Remuneração importa. Sempre importou.

Mas, sendo bem direto, eu acho que muitas empresas ainda superestimam o peso do pacote financeiro e subestimam o que realmente pesa para um CFO experiente na hora de decidir um movimento.

Porque, na prática, ele não avalia só salário fixo, bônus e benefícios. Ele olha para o contexto. Tenta entender o tamanho do desafio, o espaço real para influenciar decisões, a maturidade da operação e a chance de gerar impacto de verdade.

Às vezes, a empresa diz que quer um CFO estratégico, mas a posição continua desenhada para apagar incêndios. Em outros casos, quer alguém com visão de negócio, mas mantém o executivo preso a uma rotina excessivamente operacional.

Capítulo 02 Nessas horas, a remuneração continua relevante

Eu tenho visto a cadeira de CFO ser cada vez mais medida pela qualidade das decisões que ajuda a produzir. O ponto é que existe uma diferença grande entre querer esse CFO e criar as condições para ele existir dentro da empresa.

O executivo não está avaliando apenas quanto vai ganhar no ano. Ele está avaliando o desenho completo da proposta. O fixo importa. O bônus importa. Os benefícios importam. O longo prazo importa. Mas também importam a autonomia, a clareza de mandato, a qualidade da governança, a maturidade da operação e a chance real de construir alguma coisa relevante.

Capítulo 03 Quando esses elementos não conversam entre si, o pacote perde força.

E tem outro ponto que, na minha visão, merece atenção: muitas empresas ainda falam sobre retenção de executivos com uma lógica muito concentrada no curto prazo.

Na prática, os CFOs mais fortes costumam ser atraídos por algo um pouco mais sofisticado do que um pacote alto. Um pacote competitivo abre a conversa. Mas o que faz um grande executivo aceitar, ficar e performar é a combinação entre remuneração e mandato.

E isso nem sempre aparece na proposta. Aparece no dia a dia da posição.

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