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Quando a construção civil aquece, o mercado executivo responde

17 de Junho, 2025 | Artigo

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Nos últimos meses, temos acompanhado uma intensa movimentação no setor de construção civil — e não é por acaso. Investimentos bilionários em saneamento estão colocando o setor em um novo patamar. A estimativa? Quase R$70 bilhões só em 2025, somando mais de R$160 bilhões desde 2020, puxados pelo Marco Legal do Saneamento. Isso tudo se traduz em uma coisa: obras. Muitas obras.

Mas o que poucos percebem à primeira vista é o impacto que essa onda de investimentos tem na demanda por executivos. Sim, o canteiro de obras está fervendo, mas os bastidores corporativos também estão. E cada nova estação de tratamento, cada nova concessão, exige lideranças capazes de conectar execução e visão de futuro.

Capítulo 01 Uma nova corrida por profissionais

Empresas como Passarelli, Carioca Engenharia e Concrejato estão expandindo agressivamente. Só a Passarelli, por exemplo, tem hoje R$ 5 bilhões em backlog — 75% disso vindo de projetos ligados a saneamento. Um contrato com a Sabesp, de R$1 bilhão, deve gerar 500 empregos diretos até 2027.

Mas não estamos falando só de volume de obra. Estamos falando de complexidade, de tecnologia de ponta, de parcerias público-privadas, de financiamentos estruturados com bancos nacionais e multilaterais. Estamos falando de empresas que precisam de CEOs, CFOs, diretores de operações e especialistas em ESG preparados para navegar nesse novo cenário.

Capítulo 02 Quem vai liderar essa transformação?

O setor está crescendo — e crescendo rápido. Só em 2025, 26 ativos de saneamento devem ir a leilão. Estados como Pará, Pernambuco, Rondônia, Goiás, Rio e São Paulo estão com projetos na rua. Em paralelo, há escassez de mão de obra qualificada e um número limitado de empresas com know-how nesse tipo de execução.

Nos bastidores desse avanço, existe um movimento claro — e silencioso — de recrutamento executivo. Os projetos estão saindo do papel, mas quem vai tirá-los do chão com eficiência e visão de longo prazo?

A demanda por lideranças está cada vez mais clara. As empresas estão em busca de profissionais com visão sistêmica, que consigam conectar operação e finanças, entendendo tanto de obras quanto de funding, concessões e parcerias público-privadas. São perfis capazes de navegar entre diferentes stakeholders — governo, agências reguladoras, comunidades locais — com clareza e articulação. E que saibam lidar com ESG de forma prática, com olhar atento à sustentabilidade e à tecnologia aplicada.

Outro ponto crítico é a capacidade de formar e manter times em campo. A realidade das obras exige lideranças com presença, tato e uma gestão próxima. Em muitos casos, empresas que antes operavam de forma mais enxuta agora precisam robustecer suas estruturas. Isso pede executivos com visão de escala, cultura e processos — e com bagagem para pensar o futuro dessas companhias, não só o presente.


O setor de construção civil, puxado pela revolução do saneamento, está se tornando um verdadeiro hub de transformação econômica e social no Brasil. Mas nenhuma transformação acontece sozinha. Ela precisa ser liderada.

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