e.institute

CHRO, você está sendo valorizado em relação ao mercado?

14 de Maio, 2026 | Notícia

Ir para o artigo

Hoje, espera-se que o CHRO participe de discussões que vão muito além da agenda tradicional de Pessoas. O problema é que essa elevação de expectativa nem sempre veio acompanhada, na mesma medida, de uma valorização coerente.

Já venho falando, em conversas com executivos e também no LinkedIn, sobre a mudança da cadeira de CHRO. Para ser bem honesto, esse ponto já me parece bastante batido. A função mudou, o escopo mudou, a expectativa em torno dessa liderança mudou. O que eu sinto que ainda vale discutir não é mais se essa transformação aconteceu, mas se o mercado está, de fato, tratando essa cadeira de forma coerente com a importância que passou a atribuir a ela.

Eu tenho a sensação de que, nos últimos anos, a régua subiu de forma bastante clara. Hoje, espera-se que o CHRO participe de discussões que vão muito além da agenda tradicional de Pessoas.

O problema é que essa elevação de expectativa nem sempre veio acompanhada, na mesma medida, de uma valorização coerente. E aqui eu não estou falando apenas de salário. Quando eu falo em valorização, estou falando do pacote como um todo, do peso real que a cadeira tem dentro da estrutura, da maneira como ela é comparada com outras posições executivas, do tipo de incentivo que recebe e, principalmente, da forma como a organização traduz em reconhecimento prático a complexidade que agora diz enxergar nessa função.

Esse ponto me chama atenção porque existe uma diferença importante entre reconhecer, no discurso, que o CHRO ganhou centralidade e tratar essa posição, na prática, de forma compatível com essa nova centralidade.

Capítulo 01 E isso não é um detalhe

E isso não é um detalhe. Quando a cobrança cresce mais rápido do que a valorização, o efeito aparece. Aparece na dificuldade de atrair executivos realmente aderentes ao desafio. Aparece na retenção. Aparece na frustração de lideranças que assumem uma agenda cada vez mais crítica para o negócio, mas ainda sentem que são tratadas com uma lógica antiga.

No fim, a incoerência cobra seu preço. O mercado quer uma cadeira mais madura, mais robusta e mais estratégica, mas nem sempre entrega as condições que tornam esse nível de exigência sustentável.

Capítulo 02 No fim, essa resposta diz muito sobre maturidade organizacional.

No fim, essa resposta diz muito sobre maturidade organizacional. Diz sobre como a empresa enxerga a própria agenda de liderança. E diz, também, sobre até que ponto essa valorização está ficando só no discurso ou já está aparecendo de forma concreta.

Compartilhar

Acesso antecipado

Receba as próximas pesquisas do NIE direto no seu inbox.

Análises trimestrais sobre remuneração, sucessão, estrutura organizacional e tendências executivas — assinadas pelo time e.institute.

Inscreva-se no Institute Hub

Continue a leitura

Artigo

RH, olhe para sua própria carreira

Vamos direto ao ponto: o RH está sempre olhando para a carreira dos outros — e quase nunca para a sua própria. Mas e quando o assunto é você? Sua evolução? Seus próximos passos?

Ler conteúdo
Artigo

As vantagens ocultas do modelo familiar

Fala-se muito sobre os riscos de manter uma empresa familiar sem profissionalização. E com razão. A falta de estrutura pode custar caro. Mas tem uma outra parte dessa história que raramente ganha atenção: as forças que o modelo familiar carrega.

Ler conteúdo
Notícia

Substituir pode ser necessário. Desenvolver pode ser mais inteligente.

Em muitos momentos, uma empresa olha para uma cadeira executiva e percebe que algo mudou. A liderança que antes parecia perfeitamente aderente ao negócio começa a gerar dúvidas. O ritmo da companhia mudou, a press...

Ler conteúdo
Fale por WhatsApp