Guilherme Abdala
O elefante na sala dos conselhos
Sucessão é um daqueles temas que todo mundo reconhece como importante mas que, na prática, acaba sendo tratado com certo cuidado. Os conselhos sabem o peso que esse assunto carrega. Mas, ao contrário de outros temas da governança, a sucessão mexe com variáveis mais difíceis de endereçar.
A transição para o conselho nem sempre é linear e tudo bem
Existe uma expectativa, muitas vezes silenciosa, de que o conselho seja o destino natural após uma longa jornada executiva. Mas a prática mostra que essa passagem está longe de seguir um roteiro previsível.
O primeiro conselho é o mais difícil
Cadeiras em conselhos de administração não se abrem com processo seletivo. Elas se abrem com confiança. Com rede. Com visibilidade. E é justamente aí que muitas mulheres continuam esbarrando.
Empresas familiares que prosperam sabem que o futuro não depende só do passado
A continuidade de uma empresa familiar passa por uma decisão essencial: estamos prontos para que a companhia prospere independentemente da nossa presença direta? É uma conversa que, mais cedo ou mais tarde, surge na vida de todo fundador.
Conflitos geracionais: o “choque de visões” entre fundadores e sucessores
Não é raro ouvir um fundador dizer: “Foi assim que construímos nossa empresa. Por que mudar agora?”. Por outro lado, a nova geração muitas vezes questiona: “Por que continuar como sempre fizemos, se o mercado já mudou tanto?”.
Como equilibrar a relação entre o C-Level e o conselho em empresas familiares?
Não são poucas as empresas familiares que enfrentam uma tensa relação entre o Conselho e os executivos do C-Level. Aquilo que deveria ser uma dinâmica complementar frequentemente se transforma em disputas de poder, interferências desnecessárias e uma gestão desalinhada. Mas por quê?
Como conduzir a entrada do primeiro CEO executivo em empresas familiares?
Trazer um CEO de fora para uma empresa familiar é um passo decisivo na profissionalização, mas sem um processo estruturado, os riscos de atrito e desalinhamento são altos.
O legado é o ponto de partida. Não o ponto final.
Legado não é sobre manter tudo como está. É sobre garantir que aquilo que tem valor continue fazendo sentido no tempo certo, do jeito certo. E isso exige decisões difíceis, estrutura e gente preparada para assumir responsabilidades.
Estamos vendo nascer um novo tipo de conselho
Durante muito tempo, o cargo de conselheiro foi visto quase como uma homenagem: uma posição de prestígio para quem já tinha encerrado a vida executiva, ou um assento reservado a pessoas próximas da liderança. Isso mudou. E mudou rápido.