Escrevo este texto de Londres, uma cidade que, para mim, sempre parece feita de sobreposições. Você caminha pela rua e vê, na mesma esquina, séculos de tradição e ideias completamente novas dividindo o mesmo espaço. É como se o passado e o futuro tivessem aprendido a conviver em paz.
Não consigo pensar em um cenário melhor para falar sobre o futuro do executive search.
Estive aqui para participar da AltoPartners Annual Global Partner Conference 2025, representando a Evermonte Executive & Board Search. A agenda foi intensa do início ao fim. Reuniões, painéis, conversas de corredor, encontros informais que acabaram virando as melhores discussões do dia. Foram dias cheios, mas, acima de tudo, muito significativos.
Mais do que uma conferência, esse encontro foi um lembrete poderoso de onde viemos, onde estamos hoje e para onde o nosso mercado está caminhando.
Um dos momentos mais marcantes para mim foi apresentar o estudo do Evermonte Institute sobre o mercado e o executivo brasileiro. Quando começamos a construir a Evermonte, sete anos atrás, nosso foco era muito claro: entender profundamente o contexto brasileiro e, a partir daí, entregar um nível de serviço à altura dos melhores players globais.
Hoje, estar aqui, em Londres, ao lado de parceiros de mais de 30 países, e perceber o interesse genuíno deles pelo Brasil, diz muita coisa. Não é exagero dizer que muitos vieram até mim para perguntar como conseguimos escalar o negócio em tão pouco tempo, o que está acontecendo com o perfil do executivo brasileiro e como os conselhos e as famílias empresárias no Brasil estão se preparando para sucessão.
Essas perguntas não nascem do acaso. Elas refletem um Brasil que chama atenção pelo tamanho e pela complexidade, e também a trajetória da Evermonte, que tem despertado curiosidade. Em sete anos, conseguimos crescer, ganhar relevância e conquistar um reconhecimento que, hoje, se traduz nessas conversas.
Ver esse interesse se materializar em diálogos sinceros me toca de um jeito muito especial.
Estar aqui não é só um reconhecimento. É também uma responsabilidade. Quando eu entro em uma sala para discutir governança, sucessão e liderança, sei que não estou levando apenas a marca Evermonte. Estou levando a perspectiva do Brasil para dentro de uma conversa global sobre o futuro do executive search.
Isso significa trazer as dores e os desafios reais das empresas brasileiras, explicar o contexto das famílias empresárias que estão em transição de geração, representar executivos que querem atuar em um Brasil complexo, mas cheio de oportunidade, e mostrar que, apesar das dificuldades, existe um nível de maturidade crescente na conversa sobre conselho, sucessão e liderança no nosso país.
Ao mesmo tempo, eu também estou aqui para aprender. Quero voltar com elementos concretos que nos ajudem a apoiar ainda melhor conselhos de administração que desejam modernizar sua atuação, famílias empresárias que sabem que a próxima geração vai precisar de outro modelo de governança e executivos que já entenderam que carreira não é só sobre o próximo cargo, mas sobre relevância, contribuição e adaptabilidade.
Essa ponte entre Brasil e mundo é, para mim, um resumo do que deveria ser o futuro do executive search: menos sobre processos isolados e mais sobre ajudar a decidir quem vai conduzir o próximo capítulo das organizações.
No próximo texto, quero compartilhar o que Londres e esta conferência global me ensinaram sobre como o nosso trabalho precisa evoluir para acompanhar o que está acontecendo com a liderança no mundo e, em especial, no Brasil.
Acesso antecipado
Receba as próximas pesquisas do NIE direto no seu inbox.
Análises trimestrais sobre remuneração, sucessão, estrutura organizacional e tendências executivas — assinadas pelo time e.institute.
Inscreva-se no Institute Hub