No próximo sábado (30/08) começa a Expointer, um dos maiores palcos do agronegócio na América Latina. E, mais do que uma vitrine da tradição do campo, o evento de 2025 simboliza uma virada de chave no setor: o agro brasileiro deixou de ser rural — e se consolida como um dos maiores sistemas industriais do país.
É nesse contexto que lançamos o estudo “Agronegócio 2025”, com dados, tendências e reflexões sobre um mercado que, em poucos anos, passou a responder por 29,4% do PIB nacional e movimentar mais de R$3,7 trilhões. Um setor que já emprega 28,5 milhões de brasileiros, com um uso recorde de tecnologias digitais no campo e uma sofisticação crescente na cadeia produtiva.
Mas esse crescimento não vem sozinho. Ele traz junto uma demanda urgente por um novo tipo de liderança.
Capítulo 01 O campo ficou complexo. E a liderança precisa acompanhar.
Hoje, falar de agro é falar de gestão de risco climático, compliance regulatório, integração de cadeia, rastreabilidade, inteligência de dados, governança ESG e inovação aplicada.
Não é mais sobre ter experiência com fazenda. É sobre saber liderar sistemas complexos com disciplina industrial.
Nos projetos conduzidos pela Evermonte, vemos isso com clareza: as posições mais buscadas hoje no agro passam por PCP, qualidade, melhoria contínua, operações industriais, sustentabilidade, exportação, finanças estruturadas e sucessão. Posições antes associadas à indústria, agora são centrais para o campo.
Capítulo 02 A fazenda virou fábrica
O COO do agro hoje lidera áreas que exigem eficiência logística, controle de margem, uso intensivo de dados e padronização de processos. O CFO precisa entender estratégias de financiamento com governança ESG, CPRs verdes e fundos internacionais. O Head de Sustentabilidade não pode ser institucional: precisa saber traduzir métricas ambientais em ganho de competitividade.
É uma engrenagem que não permite improviso. O agro exige lideranças com visão sistêmica, preparo técnico e sensibilidade para operar num setor que é, ao mesmo tempo, tradicional, digital e regulado.
E o mais importante: isso já está acontecendo.
95% dos produtores usam alguma forma de tecnologia digital. Softwares de gestão já estão presentes em 70% das propriedades. A adoção de drones, sensores e análises preditivas cresce ano após ano.
A agricultura de precisão não é o futuro. É o presente.
E isso impacta diretamente o perfil das lideranças que vão sustentar o próximo ciclo de expansão.
O setor cresceu, diversificou, se profissionalizou. Mas crescimento impõe novas exigências: mais controle, mais preparo, mais clareza de papel.
Os dados estão aí. As transformações já começaram. O tempo de se adaptar é este.
Na Evermonte, temos acompanhado esse movimento de perto — e ajudado empresas a montar suas lideranças com o grau de sofisticação que o agro de 2025 exige. Porque mais do que ocupar posições, é preciso estruturar times capazes de sustentar a complexidade que o setor passou a exigir — e fazer isso com consistência, visão e responsabilidade.
Acesso antecipado
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