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O que as grandes construtoras estão buscando agora (e o que isso diz sobre o setor)

6 de Novembro, 2025 | Artigo

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Nos últimos meses, temos conversado com lideranças de diversas empresas do setor de construção civil na Evermonte. E um padrão começou a se repetir: a procura por posições de alta gestão está aumentando — e rápido.

Mas o mais interessante é que essas buscas não têm a ver apenas com substituições ou crescimento de equipe. Elas sinalizam algo maior. São movimentos estruturais. Mudanças de rota. Ajustes estratégicos feitos com cuidado, baseados em números, com metas claras. Ou seja, não é mais sobre contratar porque o mercado está aquecido. É sobre contratar porque o jogo mudou.

Foi a partir dessas conversas que decidimos investigar o que está por trás dessa movimentação. E assim nasceu o estudo 2026 Brazil Construction Market Pulse, uma iniciativa do Evermonte Institute. A proposta foi simples: entender como o setor está se reorganizando — e o que isso exige das empresas que querem continuar crescendo de forma sustentável.

O que encontramos não é um cenário de retração, mas de transição. A construção civil segue ativa, com uma taxa de investimento estável em 16,8% do PIB e um avanço de 3,6% no acumulado de quatro trimestres. Há obras, há demanda, há capital. Mas tudo com uma nova lógica: a da seletividade.

Com juros altos e crédito mais escasso, a margem para erro ficou estreita. E isso fez com que muitas empresas deixassem de correr atrás de volume e passassem a focar em retorno. Projetos de maturação curta, com menor exposição regulatória e alto grau de previsibilidade passaram a liderar o pipeline. Não é sobre fazer menos — é sobre escolher melhor.

E esse movimento tem uma consequência direta: ele muda o perfil da liderança que o setor precisa. Se antes o foco estava em operação e velocidade, agora está em inteligência estratégica. Vimos, por exemplo, um crescimento de 18% na participação de diretorias nas contratações executivas e uma presença cada vez maior de C-Levels. Engenharia e Obras ainda puxam a fila, mas áreas como Finanças e Controladoria vêm ganhando protagonismo.

Esses dados refletem uma percepção clara por parte das empresas: construir é importante, mas sustentar o crescimento é essencial. E isso passa por decisões que acontecem antes do cimento chegar no canteiro. Passa por planejamento, governança, controle de risco, integração entre áreas. Por isso, o que vemos hoje é um setor que valoriza cada vez mais quem consegue conectar estratégia, capital e execução.

Esse novo ciclo também impõe outro tipo de leitura de mercado. O consumidor está mais atento, o investidor mais criterioso, os órgãos reguladores mais exigentes. Em contrapartida, temos um cenário de estoques mais baixos, maior velocidade de absorção e preços que se mantêm sob controle mesmo com a pressão nos custos. O setor está mais disciplinado, e isso tem gerado oportunidades para quem se antecipa, se organiza e executa com consistência.

A verdade é que o mercado não parou. Ele apenas deixou de premiar pressa e começou a valorizar precisão. As empresas estão mais maduras, e os líderes que vão se destacar são aqueles capazes de navegar essa complexidade com clareza e responsabilidade.

Se o seu negócio também está sentindo essa virada, vale olhar para dentro, pensar com calma e — se fizer sentido — buscar o tipo de liderança que vai sustentar os próximos anos. É isso que muitas das grandes construtoras já estão fazendo. E é isso que tem feito a diferença.

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