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O que faz do Paraná uma referência na formação de líderes de RH? Por Augusto Fontoura Falar do Paraná como referência em RH, para mim, não vem de uma leitura distante do mercado. Vem da convivência. 14 de maio de 2026 | Recrutamento e Seleção

14 de Maio, 2026 | Artigo

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Falar do Paraná como referência em RH, para mim, não vem de uma leitura distante do mercado.

Vem da convivência.

A Evermonte Executive & Board Search tem atuação no estado, com escritório em Curitiba, e isso nos colocou em contato direto com empresas, lideranças e conversas que ajudam a entender o que está acontecendo ali de forma muito concreta. Quando se acompanha um mercado de perto, algumas percepções deixam de ser hipótese. Elas ganham corpo.

E uma delas, no caso do Paraná, é muito clara: o estado vem formando lideranças de RH com uma consistência rara.

Não falo apenas de preparo técnico. Isso, por si só, já seria relevante. Mas o que chama atenção é outra coisa. É a qualidade da leitura. É a maturidade. É a forma como muitos profissionais da área entendem o seu papel dentro das empresas.

Há algum tempo, o RH deixou de ser visto como uma área periférica em boa parte das organizações mais maduras. No Paraná, essa mudança parece ter acontecido com bastante solidez. E talvez esteja aí uma das razões pelas quais o estado se destaca tanto.

Quando a gestão de pessoas ocupa um lugar real nas decisões, o perfil da liderança muda. A conversa muda. A expectativa sobre essa cadeira também muda.

Isso aparece muito na prática.

No contato com empresas da região, a sensação que tenho é a de um mercado que aprendeu a tratar gente com seriedade. Não de um jeito discursivo, mas de um jeito estruturante. Como parte do que sustenta crescimento, cultura e continuidade.

Talvez por isso o Paraná tenha se tornado um ambiente tão fértil para o desenvolvimento de lideranças em RH.

Existe ali uma combinação que não se vê com tanta frequência. De um lado, empresas exigentes, em movimento, com desafios reais de crescimento e transformação. Do outro, profissionais que foram se desenvolvendo dentro dessa realidade e ganharam densidade com ela.

Isso faz diferença.

Porque boas lideranças de RH não se formam apenas em teoria. Elas se formam quando precisam lidar com contextos complexos, sustentar decisões delicadas, ler o momento da organização e responder a ele com equilíbrio.

É esse tipo de maturidade que tenho visto no Paraná.

E esse ponto, para mim, talvez seja o mais interessante de todos.

O estado não chama atenção só por ter bons profissionais. Ele chama atenção porque revela lideranças com presença. Gente que entende o negócio, mas não perde de vista o impacto humano das decisões. Gente que sabe que cultura não se constrói no discurso. E que crescimento, quando vem sem base, cobra um preço alto mais adiante.

Esse olhar íntegro não surge do nada. Ele nasce de contexto. Nasce da qualidade das conversas. Nasce do nível de exigência que o mercado impõe. Nasce de uma trajetória em que a área foi ganhando relevância de verdade.

Na Evermonte, isso aparece de forma muito viva. Estar em Curitiba e acompanhar o estado com proximidade nos permite perceber nuances que, de fora, talvez passassem despercebidas. Há no Paraná uma solidez que não precisa fazer barulho para ser notada.

Ela está no jeito como as empresas estruturam suas lideranças.

Está no perfil dos executivos que encontramos.

E está, principalmente, na forma como a agenda de pessoas amadureceu por ali.

Esse amadurecimento me parece importante porque ele não gera apenas bons RHs. Ele forma líderes que ajudam a empresa a pensar melhor. Líderes que têm repertório para atravessar mudança, sustentar cultura e dar consistência a momentos de expansão.

Esse é um tipo de formação que merece atenção.

Em muitos mercados, ainda existe uma distância entre o discurso sobre a importância das pessoas e o espaço real que esse tema ocupa. No Paraná, vejo menos essa distância. Vejo mais coerência.

E talvez seja justamente essa coerência que tenha transformado o estado em uma referência.

Nem sempre um mercado se destaca pela velocidade. Às vezes, ele se destaca pela base que construiu. Pela seriedade com que tratou certos temas ao longo do tempo. Pela capacidade de formar lideranças sem superficialidade.

É assim que enxergo o Paraná hoje.

Um estado que foi criando, com bastante consistência, um ambiente onde lideranças de RH conseguem amadurecer de forma mais completa. E, quando isso acontece, o impacto vai muito além da área. Ele chega na cultura, na tomada de decisão e na qualidade das organizações que se constroem dali para frente.

Para nós, na Evermonte, acompanhar esse movimento de perto reforça uma convicção importante: o Paraná não apenas participa da evolução do RH no Brasil. Ele ajuda a elevar o nível dessa conversa.

E isso, num momento em que tantas empresas ainda tentam entender como tornar a gestão de pessoas mais estratégica, diz muita coisa.

No fim, referência de verdade não é só reconhecimento.

É consistência.

E o Paraná construiu isso muito bem.

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