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O que o ano nos ensinou (e o que ainda não aprendemos) sobre a área de pessoas

6 de Novembro, 2025 | Artigo

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Chegamos ao último trimestre de 2025 e eu me pego pensando sobre o que, de fato, aprendemos — e o que ainda estamos tentando entender — quando o assunto é a área de Pessoas.

Depois de um ano em que o tema ganhou tanta visibilidade, o que mais me chama atenção é que seguimos voltando ao mesmo ponto: as pessoas continuam no centro de tudo. E não como um discurso bonito, mas como uma realidade prática que os dados vêm comprovando.

Segundo o People Trends 2025, desenvolvido pelo Evermonte Institute, 87% dos profissionais de RH relataram estresse acima do normal e 83% disseram estar esgotados. Ao mesmo tempo, 96% das lideranças acreditam que o papel do RH vai mudar ainda mais nos próximos cinco anos. Esses números mostram uma área pressionada, mas também pronta para se reinventar.

E essa reinvenção já está acontecendo.

Ainda de acordo com o estudo, 61% das lideranças afirmam que estão revisando sua proposta de valor ao colaborador (EVP) — e mais da metade está priorizando iniciativas de saúde mental e qualidade de vida. Esse movimento é simbólico: mostra que o bem-estar deixou de ser uma pauta acessória para se tornar parte da estratégia de negócio.

Por outro lado, aprendemos que tecnologia sem propósito não transforma.

Mesmo com a expansão da IA nas empresas, 60% das organizações ainda não têm um plano claro para implementá-la. O dado reforça que o desafio não está apenas em adotar novas ferramentas, mas em entender como elas podem apoiar a cultura e o desenvolvimento humano — sem perder o foco nas relações.

Também seguimos enfrentando questões estruturais: 17,7% das lideranças reconhecem a falta de visão de longo prazo na área de RH, 16,1% apontam déficit em desenvolvimento de talentos e 12,9% mencionam baixa adoção tecnológica.

Esses números traduzem o quanto ainda há espaço para amadurecimento, planejamento e integração real entre pessoas, processos e estratégia.

Mas eu escolho olhar para o lado otimista.

O que tenho visto — nas conversas com executivos e nos movimentos de liderança — é uma disposição genuína em fazer diferente. A área de Pessoas vem ganhando protagonismo, assumindo um papel cada vez mais estratégico nas decisões do negócio. E isso, por si só, já é um sinal de mudança profunda.

O People Trends 2025 foi um marco importante nessa jornada, ajudando a traduzir com dados e contexto o que está moldando o presente da gestão de pessoas. E é com esse mesmo olhar — realista, mas esperançoso — que já começamos a construir o People Trends 2026.

Um estudo que vai olhar para frente sem perder o senso humano, tentando responder à pergunta que nunca sai de pauta: como continuamos evoluindo sem esquecer do que realmente vale — as pessoas.

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