Paulo Walendorff
O processo existe. A gente só não segue.
Já vi decisões ruins nascerem de vários lugares. De pressa, de pressão, de falta de informação. Mas as piores, as que mais enfraquecem uma organização por dentro, normalmente não são tomadas por ignorância — são tomadas com consciência. A escolha já está feita, mesmo antes da conversa começar.
Planejamento sucessório: como criar modelos menos propensos a escolhas políticas?
A gestão de sucessão é um dos temas mais sensíveis e estratégicos dentro do ecossistema organizacional. Embora frequentemente estruturado sob o prisma da meritocracia, o processo sucessório é inerentemente permeável às influências políticas, sejam elas conscientes ou inconscientes.
A horizontalização é uma tendência. Mas será que ela é realmente positiva?
Uma análise mais acurada revela que a horizontalização, embora positiva em determinados contextos, está longe de ser uma solução universal. Afinal, até que ponto essa tendência representa uma evolução organizacional genuína e não apenas um modismo corporativo?
Arquitetura de cargos: limites estruturais e desafios na configuração organizacional
A estrutura de cargos é um dos pilares mais negligenciados dentro das organizações. Poucas empresas entendem que a forma como se organiza o desenho dos cargos impacta diretamente a remuneração, a percepção de valor dos talentos e a eficiência operacional.
Ciclos curtos = incentivos de curto prazo
A leitura dos pacotes de benefícios nas organizações brasileiras costuma ser feita pela ótica da oferta — o que as empresas estão dispostas a entregar. Mas os dados recentes sugerem uma inversão mais interessante: o foco deve estar na demanda.
Por que o bônus do fim do ano pode estar no lugar errado?
Uma pesquisa recente da Cornell University trouxe um insight que desafia o senso comum: recompensas imediatas aumentam mais a motivação do que bônus tardios, mesmo quando esses são maiores.
Estamos promovendo quem tem mais competência, ou quem fala melhor sobre si?
Há algumas semanas, participei de uma discussão interna sobre sucessão em uma grande companhia brasileira. Um dos nomes cotados para assumir uma das principais cadeiras da organização havia entregado resultados sólidos, consistentes, e com ótimo feedback dos pares. Mas havia uma dúvida no ar.
O mercado de limões é maior do que parece
Em muitos processos seletivos, o discurso ainda pesa mais do que a evidência. Candidatos articulados constroem narrativas que impressionam. Currículos bem editados, cases impactantes, entrevistas ensaiadas. Mas, na prática, fica difícil saber o que realmente está por trás daquilo tudo.
Remuneração x Performance: o curioso caso das organizações que prosperam
Na intersecção entre economia comportamental e teorias organizacionais, reside um paradoxo intrigante: as organizações que prosperam não necessariamente pagam mais. O que se observa, na verdade, é um maior entendimento das dinâmicas subjacentes entre recompensa e motivação.